Este Blog é destinado à população em geral, com cariz meramente informativo relativamente a diversos temas de interesse público.

sábado, 8 de novembro de 2008

CSI À PORTUGUESA - A realidade é como nos filmes?


São eles que analisam e pólen, a saliva, o sangue no local do crime...

Autopsiam cadáveres, estudam alegadas vítimas de violações de direitos humanos. Como é a vida dos nossos especialistas forenses?


O corpo está estacionado em cima da mesa, branco com um lençol enrugado. O cadáver é aberto e a médica-legista retira os brônquios, comentando: "Olhem para isto, está tudo preto." Entre a vasta assistência, há alguém que não resiste. Vai lá fora e acende um cigarro. A autópsia é acompanhada por muitos alunos de Medicina e pela "turma" que assiste ao 2º Curso de Introdução às Ciências Médico-Legais e Forenses para Jornalistas. "Nas séries CSI vê-se que as coisas resultam sempre. Chega-se cinco horas depois ao local do crime e a amostra está lá. Nunca há contaminações, há equipamentos que dão todos os resultados, não há dificuldades. Na prática pericial não é assim. As amostras vêm muitas vezes contaminadas, há elementos que podem interferir... E nas séries aparecem equipamentos que não correspondem à realidade", esclarece Duarte Nuno Vieira, presidente do Instituto Nacional de Medicina Legal (INML).

O caso Meddie esteve sujeito às mesmas limitações e dificuldades de qualquer investigação. "A partir do momento em que um caso ocorre até à altura em que se toma conhecimento e chegam os investigadores, pode haver muitas contaminações. Pela flora, pela fauna, por múltiplas circunstâncias. O caso Maddie não é excepção, sobretudo sabendo nós que não foi feito um isolamento imediato do local. Porque houve dúvidas ou questões que não se colocaram no início. Em todos os casos há uma série de factos que são susceptíveis de introduzir alterações que depois podem vir a dificultar os resultados."

O trabalho dos CSI à portuguesa está a evoluir, com o objectivo de se tornar mais eficaz. A base de dados nacional de perfis de ADN estará a funcionar em 2009, garantiu o secretário de Estado adjunto e da Justiça, José Conde Rodrigues. A meta é criar um mecanismo que "será um grande apoio à investigação criminal e à identificação civil. Quando recolhemos indícios genéticos para apoiar a investigação criminal hoje, não podemos guardá-los. A comparabilidade para casos futuros não é possível. Esta base já o permitirá. Poderá ter uma grande importância para ajudar a punir quem é culpado e ilibar quem é inocente. Mas também no que toca à identificação civil de corpos desaparecidos".

A recente reforma penal também trouxe alterações. "Definiu-se o regime de acesso a amostras físicas. Antes, a pessoa podia não autorizar que a perícia fosse feita sobre o seu corpo, e havia dúvidas sobre a necessidade desse consentimento. Hoje, é possível recolher amostras desde que haja uma autorização judicial. Por vezes, é necessário retirar por exemplo saliva, para ver se aquela pessoa podia ou não ter cometido um determinado crime. Por aí se pode recolher o ADN." E quando um médico-legista analisa uma vítima de disparos de uma arma de fogo, a que perguntas deve responder a autópsia? Agostinho Santos, director do Serviço de Patologia Forense do INML, enumera-as. "Quantas marcas de disparos há? Onde estão e como são os orifícios de entrada e saída? Qual a distância do disparo? E a trajectória? Há resíduos dos disparos?" Determinar a distância a que o projéctil foi disparado, confessa, é difícil. As armas e munições usadas nos disparos experimentais "têm de ser iguais às utilizada no crime. Não podem ser apenas semelhantes, ou a prova não serve de nada. Nesses casos, pode e deve ser contestada". Analisando os orifícios provocados pelas balas, rapidamente se percebe, por exemplo, que o criminoso não estava no carro à espera da vítima quando a matou, mas sim junto ao elevador, onde atingiu à queima-roupa: um exemplo prático, entre vários dados pelo especialista.

Mas os domínios em que trabalham os peritos em ciências forenses e médico-legais podem, nalguns casos, ter mais que ver com os melhores episódios de Prison Break do que de CSI. Duarte Nuno Vieira tem sido convidado pelo Alto Comissariado para os Direitos Humanos da ONU para missões em países da Europa, América Latina, África e Ásia, como patologista forense. Missão: investigar situações de violação de direitos humanos. A pele, diz, é um marcador onde os sinais de tortura ficam armazenados. Nas prisões, esquadras ou aldeias onde se desloca de surpresa, avisando com poucas horas de antecedência, analisa as alegadas vítimas dos pés à cabeça. Órgãos, cavidades, tudo. Quando a equipa entra numa cadeia, começa a negociação. Os guardas querem sempre ficar com as máquinas fotográficas e telemóveis.

Nessas situações, Duarte Nuno Vieira já conheceu os "interessantes" bombistas que mataram centenas de turistas em Bali, na Indonésia. Viu espaços para dez pessoas onde se amontoavam, literalmente, centenas de presos, uns por cima dos outros. Ou prisões debaixo da terra, sem luz, onde os reclusos são habitualmente torturados, mutilados e maltratados para além da imaginação. As fotos mostradas pelo especialista falam por si, deixando qualquer um com o estômago aos saltos. O perito considera importante este trabalho de denúncia. Na altura do curso, estava a colaborar na identificação de vítimas do regime de Pinochet, bem como de violações de direitos humanos no México. O país tem sido palco de assassinatos colectivos, relacionados com os cartéis da droga.



COMO TRABALHAM OS CSI PORTUGUESES


Embora a realidade não seja igual ao que vemos nas séries, os investigadores portugueses estão bem equipados e formados, e sabem o que fazer quando chegam ao local do crime.


Cuidados Obrigatórios



  • Mexer o corpo o menos possível

  • Colocar as mãos da vítima dentro de sacos de papel (se forem usados sacos de plástico há fenómenos de condensação, surgem gotas de água que prejudicam a preservação dos resíduos)

  • Impedir a perda de resíduos de disparos (a nuvem de resíduos é constituída por gases a altas temperaturas que, quando há um disparo, se vão depositando em toda a superfície à volta. Podem dizer-nos se alguém manipulou ou não uma arma, se esteve ou não dentro dessa nuvem, e o mesmo em relação a superfícies e objectos)

  • Preservar cabelos, pêlos e fibras do agressor

  • Evitar contaminações

  • Não fazer a recolha de resíduos do corpo no local do crime, mas sim na mesa da sala da autópsia. Aí, as condições de trabalho e iluminação são mais adequadas

  • Como se determina a distância entre o disparo e o seu destino? É necessário fazer disparos experimentais, com a mesma arma e munições iguais

  • A correspondência entre o orifício da bala e o seu calibre não é exacta. Não é possível determinar com certeza uma pela outra

  • Cuidados a ter com a roupa da vítima: ao manipular o corpo da vítima ou socorrê-la, não danificar os orifícios provocados por balas ou outras armas. Não cortar, deitar fora ou sacudir

O que é preciso saber



  • As marcas deixadas pelas armas na vítima ou no local do crime contém muita informação: cada arma produz em cada bala estrias (marcas) únicas e específicas, essenciais para a sua identificação

  • As impressões digitais são igualmente informativas. Às vezes os criminosos lembram-se de limpar as armas mas esquecem-se de fazer o mesmo aos carregadores

  • Os investigadores usam, cada vez mais, materiais descartáveis, para impedir contaminações

  • Quando não são descartáveis, são desinfectados com álcool, éter ou soro fisiológico

  • As pinças são usadas com algodão nas pontas, para que não deixem marcas nos vestígios

  • Os vestígios são acondicionados em recipientes próprios, para não serem danificados por eventuais pancadas

  • Respirar, espirrar ou salivar pode contaminar a cena do local do crime. Por isso, existem fatos que isolam totalmente o investigador, impedindo esse perigo


PARA QUE SERVE A PALINOLOGIA FORENSE?


A ciência dos pólenes é ainda pouco usada, mas os vestígios que estuda já condenaram criminosos. São provas impossíveis de eliminar: sabemos que elas existem mas não podemos vê-las.


PALINOLOGIA - Estudo dos pólenes e esporos (sementes ou células reprodutoras) das plantas.



  • A palinologia pode relacionar um suspeito com uma cena de crime, através da presença no indivíduo de vestígios de pólen provenientes do local

  • Permite perceber que uma vítima foi morta num determinado sítio e depois levada para outro local

  • É aplicável em todo o tipo de crimes

  • Permite estabelecer integralmente o percurso geográfico intercontinental de uma amostra de droga, através das partículas que a contaminaram durante essa viagem

  • Esta ciência é ainda pouco usada em Portugal, por falta de hábito e de conhecimento

  • As roupas e cabelos dos suspeitos e das vítimas são alguns dos sítios onde podem encontrar-se vestígios de pólen ou esporos que os relacionem com o local

  • A desvantagem é que as provas palinológicas são circunstanciais: apenas colocam o suspeito na cena, não atestando a sua culpa

  • Mesmo assim, uma prova deste tipo pode condenar um criminoso - e isso já aconteceu

  • Qualquer superfície ou material pode ser uma fonte de amostra

  • Só quatro pessoas a nível mundial são especializadas nesta área. Uma delas é portuguesa

  • É uma prova que os criminosos não sabem como eliminar: ela está lá, mas eles não podem vê-la


Baseado em Texto de: VASCO VENTURA



sexta-feira, 7 de novembro de 2008

MIGRAR para não morrer


Segundo os cientistas, uma das piores consequências das alterações climáticas será a migração das espécies para locais onde as condições climáticas lhe sejam mais favoráveis. Esta é uma hipótese optimista, já que, de acordo com vários estudos, muitas espécies não coseguirão movimentar-se suficientemente rápido para acompanhar a velocidade com que as mudanças do clima acontecem. Razão pela qual se prevêm extinções em massa no futuro. Um dos estudos mais recentes foi realizado pelos cientistas do Museu de História Natural de Paris, que observaram o comportamento de 105 espécies de aves típicas da avifauna gaulesa.

As conclusões, publicadas na revista científica Proceedings não são animadoras. Apesar de detectarem ligeiras deslocações das espécies rumo a paragens mais frescas, os cientistas observaram que as aves não estão a ser suficientemente rápidas: se querem garantir uma "casa" à temperatura ideal, as aves francesas ainda terão de deslocar-se cerca de 180 quilómetros para norte. Caso não o façam a tempo, muitas poderão ser surpreendidas pela falta de alimento. Neste caso, as que possuem um regime alimentar menos flexível serão as primeiras a extinguir-se. "A flora e fauna à nossa volta mudm constantemente devido às alterações climáticas, se as aves e os insectos de que se alimentam não pensarem da mesma maneira, teremos um desfasamento entre espécies", explicou Vincent Devictor, coordenador da investigação.

Assim, à medida que o Planeta aquece, várias regiões do Globo assistirão a modificações drásticas na composição da sua fauna e flora. Entre as regiões mais afectadas estão as de clima temperado, como é o caso da Península Ibérica. Em Fevereiro, um estudo europeu já alertava para esta ameaça.

A Climatic Atlas of the European Breedings Birds, foi o primeiro trabalho que avaliou o impacto do aquecimento global nas 430 aves migratórias que habitam o Continente Europeu, metade das quais existentes em Portugal. E, de acordo com estas projecções, perante o esperado aumento de 3º C nas temperaturas médias europeias, até final do século XXI muitas das aves que compõe a fauna nacional, devem debandar em direcção ao extremo sudoeste do continente, rumo a paragens mais frescas. Entre elas, estão as espécies que indico mais abaixo. Se ficarem, poucas sobrevirão. De acordo com este Atlas, só medidas de conservação especiais poderão impedir uma extinção em massa.



ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS AMEAÇAM AVES PORTUGUESAS



Vários estudos indicam que nos próximos 100 anos, o mapa de distribuição de aves na Europa vai sofrer grandes alterações devido à mudança climática. Algumas espécies típicas da nossa fauna como a abetarda, peneireiro e sisão podem literalmente voar para paragens mais frescas...



1. Abetarda



É uma ave que adora campos de cereais. Na Europa existe apenas na Península Ibérica (em Portugal no Alentejo) e na Rússia. No futuro pode sobreviver apenas na Rússia.

Estatuto de conservação: Ameaçada



2. Sisão



Tal como a abetarda o seu habitat são campos agrícolas abertos. Prevê-se que no futuro o seu número diminua significativamente e desapareça de Portugal.

Estatuto de conservação: Ameaçada



3. Charneco



Até agora, este pequeno pássaro é exclusivo da fauna ibérica. O futuro pode acabar com este endemismo, reduzindo a população e empurrando os sobreviventes para o Mediterrâneo Oriental.



4. Cegonha-Branca



Esta espécie não corre perigo de extinção, mas no futuro, as previsões indicam que avistar uma cegonha pode passar a ser raro na Península Ibérica. Já a cegonha-negra corre sério risco de extinção.



5. Peneireiro-cinzento



Até agora, este pequeno falcão só vive na Península Ibérica, nas paisagens de montado. No futuro, poucos devem manter-se por cá. A mudança climática pode levá-lo para Itália e Grécia.





Baseado em Texto de: ANABELA PEREIRA FERNANDES


quinta-feira, 6 de novembro de 2008

POUPAR NO SEU LAR - A CASA ECO


Se visitou o último salão Imobiliário de Lisboa, na FIL, é possível que tenha visitado a Casa Ideal da Home Energy, um protótipo de uma casa com cerca de 70 metros quadrados, onde tudo foi pensado para reduzir ao mínimo o consumo e perdas de energia. Se fosse real, esta casa, seria considerada de classe A+ quanto ao desempenho energético. Para além de possibilitar contas da luz reduzidas, contribuiria pouco para as emissões de gases com efeito de estufa devido ao baixo consumo energético. Seria, por isso, uma casa eco a dobrar: económica e ecológica.

Esta casa ideal também estava em exposição na FIL por uma razão prática. A partir de 2009, todas as casas, novas ou usadas, colocadas no mercado, para venda ou arrendamento, têm, obrigatoriamente, de possuir o certificado energético, um documento que quantifica o desempenho energético de um edifício ou fracção, classificando-o numa escala de A (excelente) a G (péssimo). Quanto mais elevada a classe atribuída a uma casa, mais esta valerá no mercado imobiliário. E, se as casas novas já são, desde este ano, construídas para ser eficientes, uma casa usada pode, com algumas medidas passar da classe D (desempenho mediano) para a classe B ou A, "sem que para isso seja necessário um grande investimento". Pelos menos assim o garante Selwin Wever, director de certificação da Home Energy, uma das empresas que se especializou na avaliação e certificação energética no segmento residencial. De acordo com este especialista, que calcula que a maioria das casas usadas no mercado pertencerão à classe D (as G serão pouco mais que uma ruína), algumas medidas pontuais podem transformar uma habitação de desempenho mediano numa casa de eficiênia B. "A mera troca de esquentador por uma caldeira de condensação poderá reduzir para metade os gastos com gás natural."

O mesmo acontece com o isolamento da casa. Trocar janelas em vidro simples e caixilharia de alumínio por outras de vidro duplo com caixilharia em PVC, com corte térmico, é outra medida sensata, que reduzirá significativamente as perdas de calor no Inverno, e a situação inversa no Verão. Aliás, Selwin Wever desaconselha o uso do alumínio, tão em voga até há uns anos, em qualquer parte da janela, seja caixilharia ou estores. "Para além de, em regra, ser mais caro, o alumínio é mil vezes melhor condutor que o plástico (do PVC), isto é, no Verão só irá contribuir para que entre mais calor na casa."

Aliás, todo o investimento na redução da factura da luz terá um duplo interesse no futuro já que, avisa Selwin Wever, "tudo indica que a electricidade deixará de ser subsidiada e os preços vão subir aproximando-se cada vez mais dos custos de produção".

A certificação energética das habitações passa a ser obrigatória por indicação da União Europeia, que elegeu a redução do consumo energético dos edifícios como uma das suas próximas lutas na batalha pela redução das emissões poluentes. No nosso país, por exemplo, 16% da energia total consumida é da responsabilidade do sector doméstico.

Apesar de nos últimos anos, equipamentos e materiais de construção terem evoluído tornando-se mais eficientes, na última década o consumo de electricidade pelas famílias tem aumentado a uma média de 2% ao ano. E, apesar de todas as medidas tomadas para o reduzir, a Agência Internacional de Energia (AIE) estima que, até 2010, o gasto energético das habitações suba 13% em relação ao registado no ano 2000, e mais 25% até 2020. O destino da energia que se gasta é que varia de país para país. Enquanto no resto da Europa, o aquecimento é responsável pela fatia maior dos gastos energéticos, em Portugal são os aparelhos de refrigeração (frigorífico e congeladores) que consomem mais energia (cerca de 32% do total), por estarem sempre ligados. Daí ser importante que estes electrodomésticos gastem o menos possível, como é o caso dos de classe A, em média 45% a 70% mais económicos que os da classe D (mais antigos).

Curiosamente, por toda a Europa, o consumo de electricidade pelos aparelhos deixados em modo stand by é o que mais tem subido, à medida que os europeus adquirem um número cada vez maior de equipamentos eléctricos. Assim, a AIE estima que por volta de 2030, o consumo stand by seja responsável por 15% dos gastos de energia no Velho Continente. Por se tratar de um consumo fantasma - os aparelhos estão ligados sem estarem a ser usados -, este é um dos principais alvos das políticas de poupança energética. E, neste caso, basta desligar televisores, vídeos e outros aparelhos passíveis de ser ligados através de um comando. A Quercus, por exemplo, calcula que este consumo custa cerca de 37 euros por ano a cada lar português.



A CASA IDEAL


A partir de 2009, qualquer casa que seja transaccionada - vendida ou arrendada -, tem de ser avaliada quanto ao seu desempenho no uso da energia. A certificação energética dos imóveis passará a ser obrigatória e as casas que gastarem menos energia ganharão pontos no mercado imobiliário. Significa que serão mais caras no acto da compra, que farão poupar euros aos futuros habitantes.

Eis as características que farão uma casa ser considerada de classe A, isto é, económica no uso de energia.



A ÓPTIMO; G PÉSSIMO


Tal como nos electrodomésticos, uma casa será classificada numa escala de A+ a G


A+ excelente desempenho energético


D desempenho mediano


G medíocre



1. Janelas


É através delas que entra a luz do Sol, a maior fonte de energia capaz de satisfazer necessidades de iluminação e aquecimento. As janelas podem ajudar a tirar rendimento do Sol.


Devem ser:



  • De vidros duplos, transparentes

  • Com caixilharia em PVC, com corte térmico

  • Protegidas por estore exterior, simples, branco, de plástico. O suficiente para garantir sombra nas horas de maior calor e controlar as necessidades de iluminação

  • Caixa de estore: é importante que seja estanque e que não permita fugas ou entradas de ar

A evitar:


Vidros escuros/espelhados


Muito caros, acabam por reduzir a quantidade de luz que entra na habitação, bem como o calor, em especial no Inverno


Estores térmicos/alumínio


Mais caros, não apresentam grande vantagem, até porque o alumínio é mil vezes melhor condutor de calor do que o plástico.



2. Paredes Isoladas


Nas casas novas as paredes duplas com isolamento já são obrigatórias. Nas antigas, a aplicação de um material isolante no exterior pode evitar perdas de calor no Inverno e ganhos de calor no Verão, contribuindo para manter uma temperatura constante no interior da casa.


Custo aproximado (para uma casa com 150 a 200 metros quadrados)



  • De 4000 a 5000 euros

  • Embora esta solução seja mais aplicável a moradias, também pode ser usada em edifícios, nomeadamente nas fachadas mais expostas aos elementos, contribuindo para aumentar os níveis de conforto no interior, reduzir humidade.


3. Aquecimento de Águas


A mera troca de um esquentador por uma caldeira de condensação pode fazer com que uma casa pouco eficiente no uso da energia, passe para classe B ou A. O custo de uma caldeira para servir uma casa até três habitantes ronda os 1000 euros.



  • Calcula-se que uma caldeira gaste metade do gás de um esquentador, podendo ainda ser usado no aquecimento da casa.


4. Electrodomésticos


O ideal é que sejam de classe A, os que gastam menos electricidade. Há ainda os de classe A+ ou A++, mais económicos, mas ainda mais caros. O electrodoméstico que deve trocar primeiro é o frigorífico. Por estar sempre ligado, é responsável por cerca de 22% do gasto de electricidade de uma casa.



  • Em média, em relação a um frigorífico velho, classe D, um de classe A gasta menos 45% a 70% energia, o que acabará por garantir uma recuperação rápida do investimento inicial.


COMO GASTAMOS A ELECTRICIDADE EM CASA


Só o frigorífico e o congelador, aparelhos permanentemente ligados, são responsáveis por, aproximadamente, 32% dos gastos energéticos numa casa.



  1. Frigorífico/Combinado: 22%

  2. Aquecimento Ambiente: 15%

  3. Iluminação: 12%

  4. Outros: 12%

  5. Congelador: 10%

  6. Audiovisuais: 9%

  7. Máquina de Lavar Roupa: 5%

  8. AQS Eléctrico: 5%

  9. Máquina de Lavar Louça: 3%

  10. Secador de Roupa: 2%

  11. Informática: 2%

  12. Arrefecimento Ambiente: 2%

  13. Forno: 1%


Baseado em Texto de: ANABELA PEREIRA FERNANDES




quarta-feira, 5 de novembro de 2008

COMA BEM pela sua saúde


Seguir uma alimentação saudável está na moda. Não só para manter a elegância, mas também por questões de saúde. De facto, cada vez mais dados científicos atestam a veracidade de um conselho de Hipócrates, o pai da medicina, já dava há mais de dois mil anos: "Faz do alimento o teu medicamento."

A prova que comer alimentos saudáveis está na moda, está à vista em qualquer livraria ou banca de revistas, onde os livros e títulos de capa sobre o tema se sucedem. É um tema que vende. O número de pessoas que acreditam que a alimentação pode fazê-las ganhar saúde e anos de vida, está a aumentar e já deu origem a um novo distúrbio alimentar: a ortorexia, que designa os maníacos da alimentação saudável. Este distúrbio, à semelhança de outros como a anorexia, atinge sobretudo mulheres entre os 18 e os 45 anos. Tal como as anorécticas, as ortorécticas são perfeccionistas, obcecadas pelo controlo do peso, mas neste caso, a sua preocupação centra-se, não na quantidade, mas na qualidade do que comem: ingerem apenas alimentos livres de pesticidas, herbicidas e ingredientes trangénicos. "Uma alimentação saudável é meio caminho andado para conquistar mais anos e mais saúde durante muito mais tempo", confirma Nuno Nunes, membro da direcção da Associação Portuguesa de Nutricionistas. Este especialista conta que a associação da alimentação à saúde está comprovada. Exemplifica com o cancro do cólon, uma patologia potencialmente hereditária que pode ser evitada através da alimentação. "Uma pessoa que tenha nascido numa família com historial de cancro do cólon pode preveni-lo através de uma alimentação rica em fibras e antioxidantes (hortaliças, tomate, cenoura). Ao acelerarem o trânsito intestinal, as fibras expulsarão os compostos cancerígenos do organismo, ao mesmo tempo que os antioxidantes os combatem." Preferir peixe, vegetais, legumes, frutas, cereais integrais e gorduras vegetais em detrimento de gorduras animais e carne vermelha é um conselho que muitos conhecem, mas que poucos parecem interiorizar já que o número de pessoas com excesso de peso e obesidade não pára de aumentar. Um facto que Nuno Nunes associa "ao abandono da dieta mediterrânica e à importação de hábitos anglo-saxónicos, que levam a um aumento da ingestão de gorduras animais, fritos, refrigerantes, pipocas..."

Um estudo europeu concluiu que na faixa etária dos 9 aos 11 anos, os jovens portugueses ocupam o segundo lugar na lista dos mais gordos; 31,5% tem excesso de peso e 11,3% são obesos. Curiosamente, Cristina Padez, a antropóloga que coordenou o estudo em Portugal, concluiu que quanto mais tempo as crianças passam entretidas com televisão ou jogos electrónicos, maior o risco de desenvolverem obesidade. "Começa a ser comum detectar diabetes de tipo 2, hipertensão arterial, artroses, entre outras doenças típicas da 'idade adulta' em adolescentes", alerta Nuno Nunes.

Regressar à velha dieta mediterrânica parece a solução, até porque os benefícios desta alimentação estão comprovados. Em 2008, o estudo The Nutrition Transition in Spain, observava que, apesar de nos últimos anos, a população do país vizinho ter ficado quase tão obesa como a população francesa ou norte-americana devido ao aumento de consumo de lacticínios e carne, a incidência de casos de cancro e doenças cardiovasculares mantém-se mais baixa. Conhecedor deste e outros estudos, Nuno Nunes não tem dúvidas que "a ingestão de azeite e de frutas", tem mantido nuestros hermanos a salvo das elevadas taxas de mortalidade associadas a erros alimentares.

Comer várias peças de fruta por dia, bem como legumes, vegetais, peixe e cereais com regularidade, faz bem, já que a sua riqueza em vitaminas, minerais e outros compostos químicos como antioxidantes e flavonóides, ajuda a prevenir cancros e doenças cardiovasculares. Nuno Nunes avisa que seguir uma alimentação saudável é uma questão de bom senso "se levar uma vida de farras, abusando de bebidas alcoólicas, tabaco, ingerindo apenas um ou dois alimentos com capacidades preventivas, não irá prevenir coisa nenhuma. A saúde através da alimentação só será possível seguindo um padrão alimentar e um estilo de vida saudáveis ao longo do tempo e da vida". O nutricionista alerta ainda que não basta ingerir alimentos considerados saudáveis. Tão ou mais importante é conhecer a sua origem, bem como a forma como os processamos. "Os alimentos frescos só actuarão de forma preventiva se mantiverem o máximo das características que os tornam benéficos." E exemplifica: "Um alimento produzido no outro lado do Mundo, terá de ser colhido verde para poder chegar até nós em condições. Por isso, é colhido antes de amadurar e desenvolver toda a sua riqueza nutritiva." Segundo Nuno Nunes, estes alimentos - os mais comuns são as frutas exóticas - acabam por ser uma fraude: "Por terem sido colhidos verdes podem conter até 50% menos elementos nutritivos do que se fossem consumidos maduros no local de produção." Por isso, o mais sensato é "comprar fruta da época e optar por alimentos de origem nacional, ou, na pior das hipóteses europeia". Nuno Nunes alerta ainda para a importância da forma como se cozinham os alimentos. "Se tivermos um alimento bom e decidirmos fritá-lo, a perda nutricional pode ser total. Cozer os alimentos a vapor é, geralmente, a melhor forma de preservarmos o seu valor nutricional."


12 SUPLEMENTOS À SUA MESA


Não fazem milagres, mas de acordo com os últimos estudos, podem ajudar a prevenir várias doenças, algumas entre as mais graves do século. Doze, em especial, são armas poderosas contra várias maleitas em simultâneo...



  1. ABACATE (1-2-3-4-5-6-11): Rico em gordura monoinsaturada, saudável para o coração, contém mais proteínas, minerais e vitaminas do complexo B, vitaminas E e K do que qualquer outro fruto, bem como fitoquímicos que previnem vários cancros.

  2. CHOCOLATE (3-4-11-12-15-19-27): O cacau é rico em vários minerais e vitaminas e contém mais fitoquímicos antioxidantes do que o chá ou o vinho, importantes na prevenção de várias doenças. O chocolate negro (mínimo de 70% de cacau) é o aconselhado.

  3. BATATA-DOCE (3-11-12-13): Excelente fonte de vitamina A, betacaroteno, C, B6, manganésio, potássio e fibra. A variedade vermelha contém um fitoquímico importante na prevenção do cancro. A de polpa roxa protege contra doenças degenerativas.

  4. CEREJA (1-3-9-11-14-15-16-17-37): Ricas em vitaminas A, C e B, diversos minerais e fibras, contém inúmeros fitoquímicos que ajudam a baixar os níveis de colesterol e prevenir diversos cancros e problemas de coração.

  5. CENTEIO INTEGRAL (11-15-18-19): Rico em vitaminas e minerais importantes, a fibra deste cereal é a mais rica em lignanos, benéficos na prevenção do cancro e doença cardiovascular.

  6. ANANÁS (1-7-8-9-10-11): Uma das melhores fontes de vitaminas C, B6, magnésio e cobre. Contém ainda as enzimas digestivas bromoleína, com propriedades anti-inflamatórias.

  7. ESPINAFRES (11-23-24-25): Rico em vitaminas A, K, cálcio, ferro, magnésio e manganésio, contém folato, uma vitamina do complexo B, importante para a saúde cerebral, para além de fitoquímicos anticancerígenos como fitoquímicos que previnem vários cancros.

  8. SORO DE LEITE (11-12-20-32-33-34-35): É um subproduto do fabrico do queijo e é geralmente vendido sob a forma de suplemento nas lojas de alimentos saudáveis. Contém 90% mais proteínas que o leite e quase ou nenhuma gordura, por isso pode ser consumido pelos intolerantes à lactose.

  9. MORANGOS (3-9-11-12-15-20): Contém mais vitamina C do que a laranja e são ricos em minerais e fibra. São dos frutos mais ricos em antioxidantes e flavonóides, agentes poderosos na prevenção do cancro e doença cardíaca.

  10. SALMÃO (3-11-15-29-30-31): A sua importância na alimentação prende-se coma riqueza em ácidos gordos ómega-3, necessários ao bom funcionamento do cérebro e sistema cardiovascular.

  11. HORTELÃ (10-11-15-19-27-28): Esta erva é das mais ricas em antioxidantes, vitaminas e minerais.

  12. TURMÉRICO (11-12-15-21-36): Conhecido como açafrão indiano, é o ingrediente responsável pelo amarelo do caril e da mostarda. Rico em importantes vitaminas e minerais (vitamina B6, C, ferro, potássio e manganésio). Contém um fitoquímico antioxidante anticancro e anti-inflamatório.


ESTES SÃO ALIMENTOS IMPORTANTES NA PREVENÇÃO DE:



1. Artrite/Artrite Reumatóide


2. Colesterol elevado


3. Diabetes


4. Doenças de pele


5. Doenças periodontais


6. Gengivites


7. Agregação Plaquetária


8. Edema pós-operatório


9. Inflamações


10. Sinusite


11. Cancro (da mama, cólon, rins, vesícula, pulmão, próstata, etc.)


12. Degeneração da memória e função cognitiva


13. Envelhecimento precoce


14. Dores de cabeça


15. Doença cardíaca


16. Gota


17. Insónias


18. Cálculos biliares


19. Doenças do aparelho digestivo


20. Obesidade


21. Alzheimer


22. Cataratas


23. Degeneração macular


24. Doenças do tecido neurológico


25. Linfima não Hodkin


26. Congestão nasal


27. Doenças/Infecções microbianas


28. Enterobiose


29. Asma


30. AVC


31. Depressão


32. Hipertensão


33. Osteoporose


34. Sistema imunitário


35. Vírus da imunodeficiência humana (VIH)


36. Melanoma


37. Dores musculares



ARMAS COMUNS CONTRA OS MALES DO SÉCULO:


Em qualquer mercado pode encontrar alguns dos alimentos mais comuns na nossa gastronomia. Se os ingerir com regularidade está a lutar contra algumas das doenças mais mortíferas do século...



  • Amêndoa, arroz integral, turmérico: Doença de Alzheimer

  • Café: Doença de Parkinson

  • Carvinho-da-Índia: Ejaculação precoce

  • Cogumelos, feijão, espinafre: Cancro da mama

  • Abóbora, cebola, tomate: Cancro da próstata

  • Cebola, milho, couve-de-folhas: Cancro do pulmão

  • Amêndoa, bróculos, noz, café: Doenças do coração

  • Amêndoa, ovo, chá, morangos, alface, aveia, laranja, maçã, uva: Obesidade/Controle de peso

  • Cebola, soja, soro de leite: Osteoporose

  • Cereja, noz: Insónias

  • Alho, feijão, mel: Colesterol elevado

Baseado em texto de: ANABELA PEREIRA FERNANDES



terça-feira, 4 de novembro de 2008

NA ESCOLA a pensar no trabalho


"Entram mais facilmente no mercado de trabalho. Mas fazer um curso profissional também lhes permite candidatar-se ao ensino superior.Na área em que estudaram ou noutra qualquer", explica Cristina Antão Soares, docente da Escola Profissional de Comunicação e Imagem, em Lisboa. A professora sublinha que no final do 9º ano "os estudantes ainda não têm bem a noção do que gostam. Quando terminam o curso profissional, estão mais maduros e experientes. Já têm um conhecimento concreto em relação à área que escolheram. Sabem o que pretendem da vida."

O ensino secundário regular será mais adequado "para os que são bons alunos e sabem exactamente o que querem. Procuram formações que não existem a nível técnico. Trabalham para ter notas muito altas e entrar, por exemplo, em engenharia ou veterinária numa faculdade específica. Em cursos de tipo mais científico."

Nas escolas profissionais, em contrapartida, a vivência prática que os jovens encontram leva a que ganhem consciência da vida real. "O ensino secundário regular não oferece essa simulação." Por exemplo, os alunos dos cursos profissionais de marketing aprendem a escrever comunicados de Imprensa, a criar a estratégia de uma empresa nessa área... Quando chega ao seu primeiro emprego sabem que os comunicados existem, o que são e que se utilizam nas organizações." Conseguem redigir um, ao contrário dos finalistas do secundário normal. Estes "desconhecem totalmente o que se faz na empresa."

Quando foi criado, o profissional era visto como o sistema "dos falhados. O dos alunos mais velhos, que tinham chumbado várias vezes. Hoje é uma opção para qualquer estudante, uma experiência que resultou ao longo dos anos. O Estado está a integrá-lo desde há dois anos nas escolas públicas do ensino secundário regular. Os representantes das escolas profissionais andaram, pelo país fora, a reunir-se com o Ministério da Educação. Nesses encontros, foram reformulados os programas oficiais, e transmitida a informação sobre o nosso modo de funcionamento".

Os cursos profissionais que o Governo tem criado desde então nas escolas públicas "ainda não têm, nem de longe, a qualidade das escolas profissionais privadas. Estas têm uma experiência de muitos anos. O espérito é completamente diferente". O ensino secundário regular, por sua vez, "está cada vez mais burocratizado", denuncia Armando Almas, professor de Filosofia e Psicologia desse sistema há 20 anos. Algo que, na sua opinião, não acontece no profissional. E cita o exemplo da Escola Profissional de Almada, onde "há uma formação de excelência. Nomeadamente pelo facto de empregar muitos ex-trabalhadores da Lisnave. Grande parte dos alunos saem de lá directamente para o mercado de trabalho." O docente refere outras situações: Há muitos estudantes do ensino regular que tinham imenso insucesso. Foram para uma escola profissional de hotelaria. Hoje, já estão a preparar-se para montar os seus próprios negócios."

Com uma maior aposta no profissional, o abandono dos estudos "poderá ser menor", considera Bento Oliveira, professor do ensino secundário no Colégio Amor de Deus Cascais (privado). Isto porque, defende, as escolas públicas clássicas "estão desfasadas da realidade, não leccionam o que interessa. E muitos desistem." Para ele, a anunciada apsta crescente do Estado no profissional "faz sentido. Não têm de escolher todos o ensino regular. Mas seria bom que todos terminassem a escolaridade obrigatória - cada vez mais se fala em prolongá-la até ao 12º ano. E, também, que soubessem fazer alguma coisa. Que tivessem uma ferramenta para entrar no mundo do emprego. Seria uma mais-valia para essas pessoas e para a sociedade".

A preparação mais fraca para os exames é a desvantagem que encontra no profissonal Célia Figueiredo, docente deste sistema desde a década de 1990. A professora concorda com a alargamento deste tipo de formação às escolas públicas, "desde que se estruture e planifique bem a divisão da matéria por módulos. Caso contrário, não resulta. Actualmente, surgem no profissional situações em que o estudante termina o período - ou mesmo o ano - e não tem nota numa disciplina, porque ainda lhe faltam, por exemplo, seis horas. Isso não funciona na cabeça do aluno".

Neste momento, os novos cursos profissionais estão a ser lecionados nas escolas públicas "por professores de carreira (e não por profissionais dessas áreas específicas, como costuma acontecer nas escolas profissionais privadas). Isso é feito para que os docentes completem o horário, com mais meia dúzia de horas no ensino profissional, na mesma escola onde já dão as aulas do secundário regular. Esta estratégia não confere a qualidade que existe nas escolas profissionais privadas", alerta Cristina Antão Soares. Mas com o investimento estatal que se prevê nos cursos profissionais públicos, no que toca aos equipamentos e a outras áreas, "mais tarde ou mais cedo as coisas vão mudar. Talvez o Estado aprenda, e coloque docentes que só leccionam no profissional e professores que apenas ensinam no regular". Se isso não acontecer, "não vai haver diferença entre o ensino público regular e o público profissional". Esse contraste não existirá "se não se contratarem professores especializados para o profissional. Um docente pode investir na sua formação, tirar uma pós-graduação na área em que vai leccionar... Mas não o fará se só for dar meia dúzia de horas, sem saber se vai voltar a ser destacado para esse trabalho no ano seguinte".



MUNDOS DIFERENTES



A formação teórica e a preparação para os exames são as grandes vantagens do ensino secundário regular. Mas neste momento, para muitos, a prática oferecida pelo profissional parece ser mais importante.



ENSINO PROFISSIONAL




  • Formação mais prática

  • Alia a qualificação profissional à formação escolar

  • É estimulado o trabalho em equipa

  • São feitos projectos reais e concretos desde o primeiro ano

  • Maior facilidade em conseguir emprego

  • Existência de estágios

  • Ensino dirigido às necessidades das empresas

  • Expectativas dos alunos e candidatos ao mercado de trabalho são mais de acordo com o que as futuras funções lhes podem oferecer

  • As disciplinas práticas são, normalmente, ministradas por profissionais vindos do mercado de trabalho

  • Este sistema ajuda a reduzir o abandono do ensino

  • A preparação para exames e testes teóricos não é tão eficaz como a prática

  • É encarado por alguns pais e alunos como um sistema de recurso

  • A estruturação por módulos torna-se confusa; leva a que o final de um período não signifique o final da disciplina

ENSINO SECUNDÁRIO REGULAR



  • Não existe qualificação profissional

  • Não existem projectos virados para a realidade do mercado de trabalho

  • Não há, normalmente, ligação com empresas

  • Dificuldade em conseguir emprego

  • Inexistência de estágios

  • Preparação prática muito reduzida

  • Preparação teórica mais sólida

  • Sistema mais variado para a frequência do ensino universitário

  • Taxas de abandono elevadas

  • Ensino mais formal e burocratizado

  • O trabalho de equipa não assume uma importância tão grande

ESPALHADAS PELO PAÍS


Algumas escolas de várias regiões do País, membros da Associação Nacional de Escolas Profissionais (ANESPO)



  1. CMCD - Escola Profissional da Rala de Idanha-a-Nova : Tel - 277 208 027

  2. Escola Profissional Cândido Guerreiro - Alte, Loulé : Tel - 289 478 663/8

  3. EPAVE - Escola Profissional do Alto Ave - Braga : Tel - 253 203 860

  4. EPCE - Escola Profissional de Comércio Externo - Porto : Tel - 222 076 800

  5. Escola Profissional Arqueologia - Porto : Tel - 255 531 532

  6. Escola Profissional Alto Lima Arcos de Valdevez Ponte da Barca Ponte de Lima : Tel - 258 520 320

  7. EPROMAT - Escola Profissional de Matosinhos : Tel - 229 377 720

  8. ETPC - Escola Técnica Profissional Catanhede : Tel - 231 429 717

  9. Escola Profissional Atlântico - Funchal : Tel - 291 232 401

  10. Escola Profissional da Fundação D. Maria Seixas Viseu : Tel - 289 478 663/8

  11. Escola Profissional da Mealhada : Tel - 231 209 920

  12. Escola Profissional da Moita : Tel - 212 800 600

  13. Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Vagos Gafanha da Boa Hora : Tel - 229 377 720

  14. Escola Profissional de Capelas - Ponta Delgada : Tel - 296 298 220

  15. Escola Profissional de Teatro de Cascais : Tel - 214 646 150

  16. ESPROSER - Escola Profissional de Sernancelhe : Tel - 254 550 020

  17. Escola Profissional de Vila do Conde : Tel - 252 641 805

  18. Escola Profissional de Viticultura e Enologia da Beira Litoral - Aveiro : Tel - 231 511 744

  19. Escola Profissional de Vouzela : Tel - 232 772 203

  20. Escola Profissional Ribeira Grande - S. Miguel, Açores

  21. Escola Profissional de Comunicação e Imagem Lisboa : Tel -213 515 770

  22. Escola Técnica Profissional do Ribatejo Alto dos Fornos 2025-502 Tremês : Tel - 243 479 845

  23. ETEPA - Escola Tecnológica e Profissional Albicastrense Castelo Branco : Tel - 272 326 761


Baseado em Texto de: VASCO VENTURA

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

"Econamorado" Procura-se!


Nasceu o novo grupo de pessoas: os ecossexuais querem estender as atitudes "verdes" às relações amorosas.


Depois do metrossexual, chegou o ecossexual. Trata-se de uma nova categoria de pessoas, mais democrática que a primeira, por incluir homens e mulheres. O termo surgiu nos Estados Unidos, na visionária cidade de São Francisco, e designa um novo grupo de pessoas para quem os comportamentos ecologicamente correctos não se reduzem às escolhas prosaicas do dia-a-dia (alimentação, transportes, detergentes, roupas, etc.), aplicando-se também à forma como vivem as relações amorosas.

Claudia Li, uma canadiana, editora de um site especializado em green dating, e que encaixa perfeitamente no perfil do ecossexual, descreveu ao jornal The Vancouver Sun o "seu" cenário "perfeito" para um encontro amoroso: "O meu companheiro sugeriria que fossemos, algures, para o campo. Iríamos até lá de bicicleta. Daríamos um passeio, que acabaria, quem sabe, numa praia, onde faríamos a nossa refeição, que transportaramos em tupperwares."

Embora para a generalidade das pessoas este programa pareça tudo menos romântico e até pouco confortável, a verdade é que o eco-dating ou green dating é uma das últimas tendências entre os solteiros casadoiros da América do Norte com preocupações ambientais, interessados e reduzir ao máximo a sua pegada ecológica e as emissões poluentes.

Nesse sentido já existem vários sites americanos, de green dating, visando facilitar o encontro entre ecossexuais de todo o Mundo. Em dois deles, http://www.green-singles.com/ e http://www.green-passions.com/, uma busca rápida revelou-nos serem frequentados por alguns portugueses. Entre os pioneiros destes sites encontram-se principalmente vegetarianos e naturistas, para quem estas opções de vida faem mais sentido se partilhadas com a cara-metade.

A própria Greenpeace decidiu apadrinhar o movimento, criando o Eco-sex Guide (ver infografia), espécie de dez mandamentos para quem, praticar sexo com baixo impacto ambiental, é importante. Neste caso, a maioria das dicas da organização ambiental visa reduzir a contribuição do sexo para o aquecimento global. Vocês sabiam que alguns dos mais populares produtos e "brinquedos" que usa na cama são feitos com petróleo?



A GREENPEACE CRIOU O ECO-SEX GUIDE, PARA AMANTES AMIGOS DO AMBIENTE


Se acha que ainda faz pouco pela saúde do Planeta...


1. Apague a Luz: Poupar energia é uma das atitudes mais amigas do ambiente já que a maior parte da que consumimos provém da queima de combustíveis fósseis. Por isso, pondere voltar a fazer amor como os seus avós, às escuras, à luz romântica das velas, ou de dia, com luz natural. Já agora, aproveite e aventure-se em espaços abertos...


2. Brincar com a Fruta: Bananas, Morangos, frutos vermelhos em geral e outros, podem ser afrodisíacos, não só pela forma e sabor, mas por se prestarem a jogos eróticos. No entanto, a probabilidade de terem origem transgénica ou muitos pesticidas é grande. Optar pelos de produção orgânica será mais seguro para si e para o Planeta.


3. Evite os afrodisíacos em vias de extinção: Ostras e mariscos como o camarão e a lagosta têm fama de ser poderosos afrodisíacos. No entanto, nunca foram tão consumidos como hojee estão a desaparecer a uma velocidade sem precedentes dos oceanos. À semelhança de quase todas as espécies marinhas.


4. É seguro fazê-lo no Jardim?: Rebolar os dois na relva do seu jardim não trará outros riscos além do de poderem ser vistos pelo vizinho? Os pestecidas e fertilizantes químicos que usa não tornarão perigosas eventuais incursões eróticas no relvado? Troque-os por outros naturais e, role à vontade.


5. Descubra os "ecolubrificantes": Sabia que muitos dos lubrificantes no mercado são à base de petróleo? Isso agrada-lhe? Se não, olhe para os rótulos e compre apenas os que são à base de água. Existem para todos os gostos e aromas. Prejudicará menos o Planeta e acautelará a sua saúde.


6. Brinquedos traiçoeiros: Se você gosta de "variar" se calhar já usou objectos como roupas ou acessórios para animar os seus encontros amorosos. Muitos desses objectos são em cloreto de polivinil, um derivado do petróleo mais conhecido por PVC ou vinil. Para produzi-lo, são libertadas dioxinas e furanos, que estão entre as substâncias mais tóxicas que se conhece, capazes de causar cancro. O uso destas substâncias em brinquedos infantis foi proibida em muitos países, por isso, será seguro para si? Troque os "brinquedos" em PVC por acessórios feitos em substâncias naturais como borracha, couro e látex.


7. Tomar banho juntos: sexy e verde: Ao tomar banho juntos o casal não só poupará água e sabão como cultivará a intimidade. A Greenpeace lembra que ainda há mil milhões de seres humanos no Mundo sem acesso a água potável. Por isso, nada melhor do que partilhar esse luxo com mais alguém.


8. A cama é importante: Por acaso sabe de onde veio a madeira da sua cama? Todos os anos, milhares de hectares de floresta tropical é abatida ilegalmente e a madeira é vendida para os países ricos. Verifique se s móveis que compra vêm com o selo verde de madeira certificada, extraída de modo sustentável. Se optar por madeira oriunda de Portugal ou da UE, é meio caminho andado.


9. Para os preliminares, escolha orgânico...: Na hora de mimar o seu parceiro, opte pelo mais natural que encontrar: quer ao nível da lingerie (de fibras naturais) ou de óleos de massagem. Sabia que o processo de branqueamento do algodão é um dos mais contaminantes que existem para o ambiente?


10. E, por fim: Em vez de guerra, faça amor.


Baseado em texto de: ANABELA PEREIRA FERNANDES

Viva o GORDO!


Nem de propósito. Numa altura em que Jô Soares celebra duas décadas enquanto apresentador de televisão, ecoam rumores de que poderá estar de saída da Globo. É sempre assim. Quando os olhares estão expostos no humorista, há sempre quem queira tirar partido do seu mediatismo. Simplesmente porque falar sobre o Gordo rende, cativa e é aliciante.

Jô, diminutivo de José Eugénio, tem 70 anos e é uma das figuras mais mediáticas e idolatradas no Brasil. Um astro. Mas sobretudo um humorita talentoso, que concretizou o sonho de se tornar num respeitado apresentador de talk show. Pioneiro no seu país no formato de entretenimento ao estilo americano, hoje, se quisesse, podia parar o ritmo non stop em que trabalha e passar o tempo entretido a empilhar a colecção de recordes. Ao todo, escreve o Folha Online, fez dez mil entrevistas (ver infografia). Pode, igualmente, vangloriar-se de poucas vezes ter recebido um "não" como resposta. "Praticamente toda a gente que foi convidada para o programa veio", garantiu, em entrevista. Sendo que as entrevistas internacionais sempre foram as principais atracções. Jô entrevistou algumas das figuras mais importantes do século, como Mikhail Gorbachov e Bill Gates. E, recentemente, para comemorar os 20 anos de carreira, apresentou um ciclo especial de entrevistas. Intercaladas com convidados de luxo, como o actor Rodrigo Santoro e o músico Caetano Veloso, e anónimos. "O Jô tem a capacidade de tornar interessante, e em simultâneo transformar, qualquer conversa num grande momento televisivo", afirma uma jornalista brasileira. "Entrevistar desde o Presidente da República até ao vendedor de cachorro quente da esquina, se for interessante, vale a pena", avisa o próprio no site do programa.

Elogios não lhe faltam e críticas também não. A ala anti-Jô não lhe dá descanso e acusa-o de excesso de protagonismo. A maioria não gosta da postura irreverente ou simplesmente incompatibilizou-se com o seu feitio especial. Como é o caso de Chico Anysio, autor e protagonista de A escolinha do Professor Raimundo, que declarou guerra ao astro, após ter dito que "as pessoas que vão ao programa reclamam que acabam fazendo escada para ele". (Note-se que o termo escada é a designação usada no Brasil para a personagem secundária, que fornece as deixas para as punch lines do protagonista.) As acusações, que davam conta de que Jô falava mais do que os entrevistados, foram tão reconsideradas que o jornal Folha de São Paulo deu-se ao trabalho de analisar o tempo de antena do Jô à lupa. Resultado: depois da cronometragem, os números provaram que o apresentador falava 44 por cento, enquanto os convidados tinham 55,6 por cento do tempo.

Quer se goste ou não, ele é um caso sério de popularidade, que atingiu um patamar único. "Milhares de brasileiros não conseguem ir para a cama sem ele", publicou a Época.

Nasceu no Rio de Janeiro, a 16 de Janeiro de 1938. Enquanto criança sonhou ser diplomata, mas rapidamente percebeu que o seu caminho seria o da representação. Estreou-se no cinema, aos 20 anos, com O Homem de Sputnik. Mas foi em 1970, em Faça Humor não Faça Guerra, que ganhou projecção. Seguiu-se Viva o Gordo, no ar durante sete anos. O volte face na carreira aconteceu em 1998, com a estreia que tanto desejou, a de apresentador de talk show. Na altura ao serviço do canal SBT. Quase dez anos depois, voltou para a Globo, onde está até hoje.

No que toca à vida pessoal, também cessou contratos. Casou-se três vezes. Em 1959 com Teresa Austregésilo, de quem teve um filho, Rafael - hoje com 44 anos. Seguiu-se a actriz Sílvia Bandeira e, sete anos mais tarde, a designer gráfica Flávia Junqueira, de quem também viria a divorciar-se. Depois de um acidente de moto, ficou com limitações físicas e esmera-se para não ultrapassar os 150 quilos, que desfila orgulhosamente. Adora a noite e é em altas horas da madrugada que prefere buscar inspiração. É debaixo do tecto do seu apartamento de 600 metros quadrados, situado em S. Paulo, que Jô põe em prática as ideias e actividades como director artístico, produtor, pintor e romancista. "Tenho uma sessão de grandes histórias sobre ele", mas o que salta à vista é a maneira com que encara tudo ao som de uma boa gargalhada. E essa característica vai além do trabalho. "É bem-disposto, por natureza", assegura Nicolau Breyner, amigo do astro há 15 anos.



HISTÓRIA DE UM ACTOR QUE CHEGA A ENTREVISTADOR DE LUXO


Década de 60: Família Trapo


Apesar de existir poucos registos, sabe-se que foi nesta série que começou por arrancar os primeiros aplausos com o seu talento nato.



1964: Jô Show


Aos 26 anos e há quatro na televisão, o humorista brilhou no programa da Record. Daí até ao sucesso, foi um pulo para conquistar o Brasil com os seus sketches humorísticos.



1970: Faça Humor não Faça Guerra


Estreou-se em 1959 no teatro e ainda hoje realiza peças, mas foi na televisão que ganhou visibilidade. Desde cedo que o humorista roliço, não conseguiu deixar ninguém indiferente e ainda hoje marca gerações.



1973: Satiricon


Com apenas 80 quilos - longe dos 115, que pesa agora - o humorista começou a mostrar a sua versatilidade e novas facetas em Satiricon.



1976: Planeta dos Homens


Foi o princípio de um enorme sucesso. O prenúncio duma década de 80 de ouro, que viria a ficar marcado pelo programa Viva o Gordo, exibido em Portugal.



1981: Viva o Gordo


Programa humorístico bem conhecido entre os portugueses, onde Jô Soares vestiu a pele de mais de 300 personagens. Quem não se lembra da célebre frase? "E pensar que eu saí de dentro dela..." Esteve no ar durante sete anos.



1988: Carnaval no Casino Estoril


Espectáculo inesquecível, que marcou a sua passagem pelo nosso país. Diz quem assistiu à sua performance, que a gargalhada foi uma constante.



1988: Jô Soares Onze e Meia


Concretizou o sonho antigo de ter um talk show. Ao todo foram sete mil entrevistas que se sentaram no plateau do canal SBT. Um caso sério de sucesso que a Globo, dez anos depois, conseguiu reconquistar.



1998: O Homem que Matou Getúlio Vargas


O livro que marca a consagração literária de Jô Soares, vendeu centenas de milhares de cópias, colocando-o na prateleira dos livros da lista do best sellers brasileiros.



1999: O Programa do Jô


Voltou pela porta grande à Rede Globo para apresentar o talk show, inspirado nos modelos de Steve Allen, Jack Paar, Johnny Carson (da NBC) e David Letterman (CBS).



2001: Reveillon da Globo


A maior cadeia de televisão brasileira ficou tão contente com a contratação, que não perdeu tempo em deixar nas mãos do Gordo a apresentação do programa de fim de ano.



2004: Na Mira do Gordo


A plateia do CCB conseguiu encontrar forças, depois de tanto rir, para aplaudir de pé o humorista, entrevistador, trompetista, pintor, escultor, romancista e dramaturgo ou simplesmente o Gordo.



RECORDES DO JÔ


Desde que regressou à grande família da Rede Globo, em 1999, além de ter ganho uma mão-cheia de regalias, apostou num formato americano, de talk show que se tornou, também, no mais visto no Brasil. Ainda hoje, as audiências superam qualquer expectativa, havendo mesmo quem se recuse ir para a cama, sem ver o Gordo. Este ano a comemorar duas décadas enquanto apresentador, conta com números impressionantes na sua carreira televisiva:



  • 10 934 entrevistas

  • 485 500 pessoas na plateia

  • 4032 apresentações musicais

  • mais de 4 mil milhões mensagens de correio electrónico, com sugestões, recebidas pela produção


"TENHO INVEJA DELE"


Por cá, só Herman José pode ter a pretensão de se equiparar ao multifacetado Jô Soares. Mas mesmo a anos-luz das vénias que o seu congénere recebe no Brasil, o humorista português cobiça, contudo, somente a sua faceta de escritor. E apenas porque, "falta-me concentração e tempo para lhe seguir o exemplo", assegura. "Gostava de ver em que pé estaria a carreira do Jô se dependesse dum pequeno país, deprimido, de dez milhões de habitantes...", acrescenta o apresetador da Roda da Sorte. Na memória de Herman, fica para sempre marcada uma visita dele ao seu programa: "Gostei do seu ar encantado quando no Herman Sic lhe cantei Alfie, do Burt Bacharach. Ambos temos uma paixão profunda por boa música."



Baseado em texto de: SORAIA TEIXEIRA